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  • H. A. Kipper

MITO 1: “SÓ GENTE BONITA E DESCOLADA”

MITO 1: “SÓ GENTE BONITA E DESCOLADA”

O Brasil é um país em que os preconceitos e discriminações são maquiados e disfarçados por mitos de igualdade e cordialidade do “povo brasileiro”. Porém basta passear pelas avenidas centrais de nossas metrópoles- por exemplo, São Paulo- e observar os melhores empregos em bancos e estabelecimentos comerciais- por exemplo- fica evidente uma segregação étnica (“racial”) enorme. Isso se estende aos preconceitos de classes e outros.


Mas bancos, comércios e a maioria das baladas são apenas miniaturas de uma sociedade em que valores que permanecem desde o período colonial brasileiro florescem sob uma fina camada de hipocrisia igualitária e verniz moderno: basta arranhar um pouco esta película e preconceitos de classe, gênero, orientação sexual, étnicos (e outros) aparecem com toda sua força.


Até hoje vários subterfúgios e eufemismos são usados por certos segmentos sociais para reproduzir estas estruturas: as senhas “gente bonita e descolada” ou “bonita e atualizada” ou exigência de padrões de consumo da classe média européia, que é muito mais antiga e rica que a nossa classe média empobrecida (mesmo atualmente).


Estes subterfúgios, entre outros, servem apenas para disfarçar alguns comportamentos que são tradicionais na sociedade brasileira e que de alternativos não tem nada.


Isso não quer dizer que para ser alternativo é preciso ser de uma classe social X ou Y. Pelo contrário: culturas alternativas se definem exatamente por não serem relacionadas ou limitadas por essas questões.

Portanto o problema na “cena” gótica e alternativa brasileira é que exatamente em um ambiente em que a classe social, etnia, gênero, orientação sexual, origem de uma pessoa não deviam ter nenhuma importância, algumas pessoas acabam reproduzindo esses padrões discriminatórios dominantes na sociedade brasileira desde séculos atrás.


O absurdo são os tradicionais e elitistas preconceitos brasileiros permanecerem em cenas subculturais alternativas disfarçadas por expressões como “gente bonita”, “gente moderna”, “gente atualizada”, “gente linda e culta” e muitas outras.


Esse é o elitismo tradicional da cultura brasileira, mas infelizmente existem outros tipos de elitismo na nossa cena, o elitismo “alternativo”. Assim, vamos ao “mito 2”... VOLTAR PARA O TEXTO "10 MITOS QUE PREJUDICAM A CENA GÓTICA BRASILEIRA"

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