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RAÍZES DA FORMAÇÃO MUSICAL GÓTICA & DARKWAVE

"Bowie abriu as portas para um tipo de música que fazia as coisas parecerem possíveis" - "Estávamos todos empolgados ao ouvir música que nos fez dizer: 'Eu quero fazer isso.' Isso parecia libertador. (Siouxsie Sioux, 2005, The Guardian)

RAÍZES DA FORMAÇÃO MUSICAL GÓTICA & DARKWAVE

"os Banshees teriam acontecido

independentemente da explosão 'punk'"

(Steven Severin do Siouxsie and the Banshees,

2005, The Guardian)

1 - BANDA POR BANDA - ALGUNS ASPECTOS MUSICAIS:

SIOUXSIE AND THE BANSHEES Trecho de entrevista com Siouxsie Sioux e Steven Severin (2005, The Guardian):

“(Steven) Severin diz que uma poderosa influência inicial foi ver o grupo alemão Can fazer seu primeiro show no Reino Unido na Universidade de Brunel em 1973. "Eles vieram e tocaram sem parar por duas horas, cada composição se fundindo diretamente na próxima. Teve o efeito mais acachapante sobre o público. Era isso que eu queria alcançar com os Banshees. (diz Severin)"

"Eu percebi que os Banshees teriam acontecido independentemente da explosão 'punk'", diz Severin. "Enquanto a maioria dos protagonistas do punk olhava bandas de garagem americanas - Flaming Groovies, MC5, the Stooges, the (New York) Dolls – ou a cena de New York de Patti Smith, Television, Heartbreakers e the Ramones como referência, nós, perversamente, nos víamos assumindo o bastão do glamuroso art rock - Bowie e Roxy Music – enquanto incorporando um amor por Can, Kraftwerk e Neu(!)." Siouxsie complementa: "Ainda posso ouvir um álbum como The Idiot, de Iggy Pop, e Riders on the Storm do the Doors sempre me pega - eu lembro de vê-lo no Top of the Pops quando criança, com um filme de um cavaleiro solitário em um encosta rochosa - e eu sempre vou amar Street Hassle do Lou Reed."

Entrevistas originais com Steven Severin e Siouxsie Sioux, por Michael Bracewell, jornal The Guardian, 24/09/2005, disponível online. e por Will Hodgkinson, jornal The Guardian, 22/07/2005, adendos entre parênteses do tradutor (H. A. Kipper).

BAUHAUS + LOVE AND ROCKETS + PETER MURPHY: Peter Murphy e Bauhaus foram duramente criticados por serem um “David Bowie” da fase Glam requentado. Em resposta a banda lançou um single com o logotipo da banda misturado ao símbolo de Bowie, e um cover idêntico de Ziggy Stardust. A influência de Bowie e outras bandas Glam é inegável, a banda fez outros covers como Third Uncle e Telegram Sam, mas as influências do Bauhaus não se resumem a isso: os climas sombrios e etéricos da carreira solo da cantora alemã Nico aparecem na obra do Bauhaus e Murphy. Nico e Bauhaus se apresentaram juntos em 1981, com Nico e Peter Murphy cantando juntos. O Bauhaus tem outras influências incidentais, que vão desde a Bossa Nova ao Dub e reggae. Quando o Bauhaus acabou, com a saída de Murphy, os outros integrantes formaram o Love and Rockets, banda que deixa suas influências glam e classic rock mais explícitas. Peter Murphy em carreira solo vai desenvolver mais seu lado Bowie 80’s, e depois com experimentalismo ethno. THE CURE

A trilogia coldwave do The Cure estabelece seu som gótico/wave tradicional: é a coldwave desenvolvida por Bowie e bandas alemãs dos anos 70 com o ideal de Nick Drake sendo retrabalhado por Robert Smith. É o que vemos na trilogia fria do The Cure, influenciada diretamente pela trilogia de Berlim de Bowie que terminara naquele ano, inspirado pela música das bandas alemãs que citamos.

THE SISTERS OF MERCY + THE MISSION

A influência dessas bandas é em parte mais retrô, especialmente o folk-rock e classic-rock dos anos 1960 e o que seria chamado de hard-rock. A famosa guitarra de abertura do Sisters e Mission é a tradicional som “jingle-jangle” de Roger McGuinn dos The Byrds (ouça no link) e outras bandas famosas dos anos 60, como The Beatles, The Searchers, etc. Sisters of Mercy declarou no seu site oficial influência de Suicide e Motorhead. A influência de Suicide (que só lança um álbum tardiamente em 1977) é clara especialmente no começo pela estrutura inicial de percussão não-humana e o tipo de efeito vocal. As influências de classic/hard-rock ficam mais aparentes no trabalho mais tardio do The Sisters of Mercy, apontando para toda uma linhagem de bandas posteriores dentro do Gothic-Rock, com influência hard-rock e até metal. Eldritch adota um estilo pessoal próximo a Lou Reed da fase Rock n’ Roll Animal. The Mission na estrutura de suas músicas em geral desenvolve um tipo folk-rock anos 60 tradicional, fazendo até uma homenagem a Neil Young como em Like a Hurricane: quase não diferenciamos das músicas autorais do Mission. JOY DIVISION + NEW ORDER

Podemos encontrar as inspirações do Joy Division em Doors, The Idiot do Iggy Pop, David Bowie (especialmente a trilogia de Berlim), Kraftwerk (a atitude fria e robótica, as paisagens sonoras) John Cale, Velvet Underground e Neu!. A batida “motorik” é uma herança de Klaus Dinger do Neu!. Depois no New Order as influências synth e eletrônicas acabam se manifestando mais claramente. DEAD CAN DANCE + THIS MORTAL COIL

Influências: Nico, Brian Eno, Bauhaus, Tangerine Dream e outros Krautrockers, e artistas folk ou étnicos como Fairport Convention, Clannad (do qual Enya participou antes de sua carreira solo) e Tim Buckley. Dead Can Dance é classificado em outros segmentos de público também como “world-music” ou “new age”.

2 - PLANO GERAL DAS INFLUÊNCIAS

Há 30 anos atrás um chiste era comum na cena gótica paulista: “Bowie é o pai dos Góticos”. A afirmação vinha seguida de um sorriso irônico, como em todo chiste, porque exige um bocado de informação para entender a “verdade no erro” da piada: depois do seu folk dos anos 60, Bowie passou por vária fases nos anos 1970 (Glam- 1970-75, depois Coldwave -1976-78 e finalmente New Romantic, e misturas disso tudo...), além de desenvolver o conceito do artista que cria um personagem e máscara para apresentar uma verdade. Todas as fases de Bowie, e sua parceria com Brian Eno, remetem a uma parte das influências da música Gótica/Darkwave como a entendemos desde 1979 e nos anos 80.

A parte Glam é a mais óbvia, mas paralelamente ao Glam, desde o final dos anos 1960, se desenvolvia o Krautrock (novo rock alemão) que influenciou Eno já na fase Glam e aparece mais explicitamente no trabalho de Bowie a partir de 1976, e a seguir com sua “Trilogia de Berlim” coldwave que se inicia com seu álbum “Low” (1977).

Ainda em 1977 a revista Sounds publica matéria de capa intitulada “Coldwave” com entrevista do Kraftwerk. Bowie tentou trabalhar com a banda alemã, mas os rapazes de Dusseldorf tinham uma forma peculiar de trabalho e de divulgação do seu trabalho... outra banda “nova” citada é uma tal de Siouxsie and The Banshees... Mas o trabalho dessas bandas alemãs começa no final dos anos 60, envolvendo instrumentos acústicos e a experimentação derivada da música erudita experimental dos anos 1950 e 1960, muito forte na Alemanha, com vários expoentes, entre eles Karlheinz Stockhausen. Estes artistas eruditos influenciaram uma onda de música minimalista e experimental dos dois lados do oceano ainda nos anos 60. Can, Neu!, Kraftwerk, Cluster, Faust, Tagerine Dream, Popol Vuh, Harmonia, e muitos outros, que na época ficaram muito conhecidas também fora da Alemanha, influenciando muitos artistas nos anos 1970.

É importante lembrar a importância de Wendy Carlos, conhecida entre muitos de nós como a autora da trilha sonora do filme “A Laranja Mecânica” (1971), a primeira trilha inteiramente eletrônica, apresentando recriações de música clássica e temas frios e obscuros autorais.

Só assim é explicável como em 1975 a banda Père Ubu lançasse um single com a mesma sonoridade que o Joy Division teria anos depois (Peter Murphy faria depois um cover de “Final Solution”) e temas em comum. Também a banda Suicide, apesar de só conseguir lançar em 1977, já existia desde a primeira metade dos anos 70, preconizando as bandas com uma bateria eletrônica/sequenciador dos anos 80. Qual a explicação? Influências mais antigas em comum podem produzir o mesmo resultado em épocas posteriores diferentes, de forma dessincronizada. Mas ao mesmo tempo temos que voltar a 1967, para lembrar de outra vertente importante de influências: The Doors, Velvet Underground e Nico, que tem também uma conexão com a cena europeia.

The Doors não foi por acaso a primeira banda chamada de “Gothic Rock” em 1967: os adjetivos atribuídos como “gothic” são os mesmos que seriam definidas como “gothic” dez anos depois. Isso é fácil de compreender, pois para qualquer pessoa com formação escolar nos EUA ou UK o significado de Gothic como adjetivo era bem conhecido, relacionado aos significados das fases da literatura do século XVIII e XIX e as suas derivações no cinema do século XX. Assim não era preciso explicar o termo. A poesia de influência Beat e Romântica de Jim ajudava a definir o quadro.

Do outro lado dos Estados Unidos, paralela à Factory de Andy Warhol, o Velvet Underground também destilava uma sonoridade baseada no minimalismo e poesia beat e romântica dos anos 60. O próprio nome da banda e da música Venus In Furs remetia as questões de sexualidade alternativa, entre outros temas explícitos e musicalidade característica. No aspecto musical, a influência minimalista e drone de John Cale e Lou Reed pode ser traçada aos experimentos dos anos 1960 da Downtown Music de NY, La Monte Young, ao grupo Fluxus e a já citada influência de compositores experimentais eruditos. Nico: a compositora e vocalista alemã Nico não é importante só pela participação no Velvet. Sua carreira solo com influências mais europeias e mais ligada ao Krautrock alemão, trariam elementos, musicalidade e estilo vocal que mais tarde seriam padrão no que hoje chamamos de darkwave com tonalidades góticas. Nico também trouxe temas folk e da tradição cultural europeia antiga, que se tornaram um lugar comum depois. Importante notar as colaborações entre Nico, bandas Krautrock e o inglês Brian Eno, que já comentamos pela colaboração com David Bowie. Eno, além de sua participação experimental no Roxy Music com Brian Ferry desde o começo dos anos 70, também desenvolveu uma carreira solo mais ligada ao Glam, com toques mais Kraut antes até que Bowie. Eno ainda participou do grupo Krautrock Harmonia. Na segunda metade dos anos 70 o trabalho de Eno se torna totalmente minimal e cold. Mas as influências estavam estabelecidas.

MUSICAIS NO TEATRO E CINEMA e ESTILO: Alguns musicais famosos dos anos 70 foram importantes ao misturar temas ao caldeirão. O espetáculo “The Rocky Horror Picure Show” é lançado em 1973 com enorme sucesso, misturando elementos de horror-gótico, cabaret culture e glam-rock. O sucesso do musical leva ao filme, em 1975, com os mesmos protagonistas. Antes, o musical Cabaret, que foi sucesso na Broadway desde 1966, já tinha trazido a temática cabaret para a ribalta, no contexto do horror da ascensão do nazismo e queda da República de Weimar. O filme resultante, Cabaret, em 1972, influenciou não só a estética do Glam-Rock mas lançou modas ao longo de todos dos anos 70, influenciando tanto Bromley Contingent quanto os Blitz Kids e New Romantics. Em 1976 Bowie estrela também “O Homem que caiu na Terra”, acompanhando seu álbum “Low”.

Em 1978 os new romantics fazem tanto sucesso no clube Billy’s que em 1979 precisam abrir um clube maior:o famoso Blitz Club. Ainda em 1979, o cineasta Wener Herzog lança seu filme “Nosferatu”, com trilha sonora da banda de krautrock Popol-Vuh. Provavelmente influenciado, em 1980 o estilista Stephen Linard lança uma coleção chamada “Neo-Gothic” com modelos ligados aos Blitz Kids/New Romantics, com forte estética vitoriana, medieval e de heresia religiosa. Podemos ver um pouco desse visual no clip da música “Ashes to Ashes” (1980) de David Bowie... o “pai dos góticos”. 1979 também é o ano em que o Bauhaus lança o famoso single Bela Lugosi is Dead/Boys. Baixe gratuitamentea revista Gothic Station 3 NESTE LINK para ver fotos saber mais sobre os Blitz Kids e New Romantics principalmente de 1979 a 1981, e veja mais detalhes sobre música nas outras edições e nos 2 volumes dos livros Happy House no mesmo link. Também influenciados pelos new-romantics o público e bandas com sonoridade coldwave/synthwave/gothic-rock/new-wave adotariam visuais new romantic ou vitorianos/históricos e temáticas mais explicitamente obscuras, estabelecendo o estilo gótico dos anos 80.

3 - RESUMO POR ESTILO: Synth-Pop/Synthwave/Coldwave/Darkwave: Temos uma linha direta que vai dos Krautrockers, passando por Bowie e Eno e chegando simultaneamente a bandas como The Cure, Joy Division no lado mais coldwave e bandas synth de outro lado. A derivação dos trabalhos de Kraftwerk (fases 1970-1977), além de outras bandas Krautrockers e Wendy Carlos (como da trilha de “Laranja Mecânica, 1971)) é clara, somada ao trabalho de Bowie a seguir desenvolvido na sua Trilogia de Berlim (Low (1977), "Heroes" (1977) and Lodger (1979) com Brian Eno), além da produção de “The Idiot” de Iggy Pop (1977)). O surgimento de bandas mais synth-pop como Depeche Mode, OMD, Ultravox, Human League, Visage e Gary Numan segue os passos dessa influência do Kraftwerk e Bowie. No lado coldwave, a trilogia fria do The Cure (Seventeen Seconds (1980), Faith (1981), Pornography (1982)), Joy Division (Unknown Pleasures (1979) e Closer (1980)) e com o New Order continua na mesma onda, também diretamente influenciados. Isso fica claro em bandas que surgem a seguir nas bandas de synth/coldwave/darkwave do início dos anos 80 do norte da Europa continental (Trisomie 21, Opera Multi Steel, (este misturanto elementos folk e clássicos de sua banda anterior), Poesie Noire, Clan Of Xymox e tantas outras.

Uma Curiosidade: antes de formar o PIL (1978), Johnny Rotten ainda tentou ser vocalista da banda alemã Can (1), mas a banda não estava mais disponível. Mesmo assim, Rotten foi fortemente influenciado pelo Can e outras bandas Krautrock, o que fica bem claro nos primeiros álbuns do PIL (ou mesmo do Joy Division). (1) “All Gates Open” - Rob Young & Mr. Schmidt (Biografia do Can)

Gothic Rock: além das acima citadas, na linha Bauhaus e derivados a influência do Glam Rock/Bowie, Nico e Velvet Underground são bastante claras. Mas na linha Sisters of Mercy/the Mission, influências do rock dos anos 60 (como Byrds), seja folk-rock ou The Doors, e classic rock ou hard rock são evidentes. O site do Sisters of Mercy cita Suicide e Motorhead como influências. Ethereal-Wave/Ethno-Wave: além das citadas acima, a influência de Nico e dos Krautrockers mais da “música cósmica” pesa mais, além de outras influências de música folk e ethno. Diretas, misturadas ou não aos resultados de música eletrônica que já comentamos acima.

Documentário "SYNTH BRITANNIA" (legendado em espanhol, aúdio inglês, dá pra entender bem). Para conhecer um pouco mais da origem de boa parte da música que ouvimos na cena Gótica (synth, coldwave, darkwave, minimal-wave, electro-goth e outros cross-overs): https://www.youtube.com/watch?v=us8zBNXjzeE​

4 - DISCOGRAFIA SELECIONADA DAS INFLUÊNCIAS:

THE VELVET UNDERGROUND and NICO (1967)

https://open.spotify.com/album/2z1nix8wW4fspJSjZTcGF2

THE DOORS (1967) https://open.spotify.com/album/1jWmEhn3ggaL6isoyLfwBn

THE DOORS – Strange Days (1967) https://open.spotify.com/album/6v5IVMmY1IvWtbfnQoiFSf THE DOORS – Waiting for the Sun (1968) https://open.spotify.com/album/0qZTwrunzX3LG45PvRghmh

NICO - Marble Index (1968) https://open.spotify.com/album/48KVIwAePhzIDqv2pURFMY NICO - Desert Shores (1970) https://open.spotify.com/album/6qPIn2oZYFyJa2ORv9rAyh NICO – The End (1974) https://open.spotify.com/album/4ErMPU8DmV6f0B6FPzP5X9

JOHN CALE – Paris 1919 (1973) https://open.spotify.com/album/3WkD4YxRCzgXG2MJF9yDpk KRAFTWERK – KRAFTWERK (1970) https://www.youtube.com/watch?v=E4b0-juTiQ8 KRAFTWERK – Ruckzuck (1970, faixa): https://www.youtube.com/watch?v=tWKfo3LDI1Q

KRAFTWERK- KRAFTWERK 2 (1972) https://www.youtube.com/watch?v=YXgvsUjstXY KRAFTWERK – Ralf und Florian (1973) https://www.youtube.com/watch?v=YMdd1B9Q1wg https://www.youtube.com/watch?v=HV-le-txcHc KRAFTWERK - Autobahn (1974) https://open.spotify.com/album/0DzC0tyowMi2O9QfkDRvfJ

KRAFTWERK - Radio-Activity (1975) https://open.spotify.com/album/4nEgdO6tkE2v5LO3mpUEe9 KRAFTWERK – Trans-Europe-Express (1977) https://open.spotify.com/album/0HHRIVjvBcnTepfeRVgS2f

CAN – Tago Mago (1971) https://open.spotify.com/album/4UrG5YKnIw5F1hi6cWdPhI CAN – Ege Bamyasi (1972) https://open.spotify.com/album/1MLxE2czxo5A9OVZ2m8FV3 CAN – Future Days (1973) https://open.spotify.com/album/75o5qK7yKZIGyPDa7bWOPn

CAN – Soon Over Babaluma (1974) https://open.spotify.com/album/2zQeigA4bFAlTqQqBiVe6Y CAN – Flow Motion (1976) https://open.spotify.com/album/1RuUc1iKJoczQJY0S0CJjE CAN – Saw Delight (1977) https://open.spotify.com/album/3N8EhCVHHWXHJF905rQtiX

NEU! - NEU! (1972) faixas principais: Hallogallo, Negativland... https://open.spotify.com/album/217KPSzsO021HXtXJI2G11 NEU! – NEU2 (1973) https://open.spotify.com/album/6UNE2POSV7XCJA2BamMjQS NEU! - NEU!75 (1975) faixas principais: Hero, E-Musik, ISI... https://open.spotify.com/album/1w8kxwTH3KdsCT7JJmVHjW

FAUST - Faust so far (1972) https://open.spotify.com/playlist/4gscQYybBWnPpem93gzbQT + https://www.youtube.com/watch?v=GRxvQmTTz5I&list=PLlIeJcjs6-C6CySTn1vTq3ybTfOw7VMA FAUST- It's a Rainy Day (Sunshine Girl) 1972 https://en.wikipedia.org/wiki/Faust_So_Far

FAUST - Faust IV (1974) https://open.spotify.com/album/6ou63QavbhaQvDTQ3BCkPv

DAVID BOWIE: DAVID BOWIE - The Man who Sold The World (1970/71) https://open.spotify.com/album/4h9rWFWhgCSSrvIEQ0YhYG

DAVID BOWIE - Hunky Dory (1971/72) https://open.spotify.com/album/6fQElzBNTiEMGdIeY0hy5l

DAVID BOWIE - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars (1972) https://open.spotify.com/album/48D1hRORqJq52qsnUYZX56

DAVID BOWIE - Aladdin Sane (1973) https://open.spotify.com/album/3HZKOk1knxrUU3y5ZIOdbz

DAVID BOWIE - Pin Ups (1973) https://open.spotify.com/album/71nxmbr3tHAVyvdHXc0ltd

DAVID BOWIE - Diamond Dogs (1974) https://open.spotify.com/album/72mfhbEsMtXR6s7v9UhKe3

DAVID BOWIE – Station to Station (1976) https://open.spotify.com/album/0MWrKayUshRuT8maG4ZAOU

DAVID BOWIE 2 (trilogia “cold” Berlim 1977-1979, c/ Brian Eno): DAVID BOWIE - Low (1977) https://open.spotify.com/album/2de6LD7eOW8zrlorbS28na DAVID BOWIE - Heroes (1977) https://open.spotify.com/album/4I5zzKYd2SKDgZ9DRf5LVk DAVID BOWIE – Lodger (1979) https://open.spotify.com/album/0S5nxDIEprOH23QeDoMeFK

IGGY POP – The Idiot (1977- prod. David Bowie) https://open.spotify.com/album/78UazygH85UAB0qXqQpzg6 BRIAN ENO - Here Come the Warm Jets (1973) https://open.spotify.com/album/74jn28Kr29iyh8eZXSvnwi

BRIAN ENO - Taking Tiger Mountain (by Strategy) (1974) https://open.spotify.com/album/1IMbtEVdtaFz0PPiq4brLZ

BRIAN ENO - Another Green World (1975) https://open.spotify.com/album/6uoeezh45SYEb8lcT8gDTY

BRIAN ENO - Before and After Science (1977) https://open.spotify.com/album/6lU1MDxi3TqhKnYNQm555u

ROXY MUSIC - Roxy Music (1972) https://open.spotify.com/album/4uUtkBGEiq357ts7HZYuYF

ROXY MUSIC – For your Pleasure (1973) https://open.spotify.com/album/6gKMWnGptVs6yT2MgCxw29

T-REX- Electric Warrior (1971) https://open.spotify.com/album/2wnq5e000z2hT7qS2F8jZ5

T-REX – The Slider (1972) https://open.spotify.com/album/3Dg3quPRLDCsEqnzgPl6PE

T-REX – Tanx (The Visconti Master) (1973) https://open.spotify.com/album/7z7CGJZt7ZuMaBFjxy5fWo

SPARKS- Kimono My House (1974) https://open.spotify.com/album/7HfC3Cd8qSkGKqbOZi4Nbz

LOU REED – Transformer (1972) https://open.spotify.com/album/5SqbMEyAt8332ISGiLX0St LOU REED – Berlim (1973) https://open.spotify.com/album/4iaDgkP0M6ahEHrBynAFei LOU REED – Rock n Roll Animal – Live (1974) https://open.spotify.com/album/7ibv6MJHfkq0al0QRmoCd6 LOU REED - Street Hassle https://open.spotify.com/album/4bCvrqNBh6hPB7hG4EltjN

LEONARD COHEN – Songs of Leonard Cohen (1967) https://open.spotify.com/album/2Aiv0ThDpFa7lqHphR6MN5

LEONARD COHEN – Bird on a Wire (1969) https://open.spotify.com/album/2pTyJZOTqFYn2UPP30zZNl

LEONARD COHEN – Songs of Love and Hate (1971) https://open.spotify.com/album/2Om4oR7plGGub1aYe5uB7B

PERE UBU – 30 seconds over tokyo (1975) https://open.spotify.com/album/4wPPL2DLWKsfPNLdwPr1W8 PERE UBU – Elitism for the People 1975-1978 ( faixas principais: final solution, 30 seconds..., modern dance) https://open.spotify.com/album/01ZFu3ozGFwLYFNpW5gvDf

CABARET - Trilha Sonora (1972) https://open.spotify.com/album/3yoIvyvz2xMvQAS4OxENnI

THE ROCKY HORROR PICTURE SHOW - Trilha Sonora (1975) https://open.spotify.com/album/4QviryaneolcRmDB57SLco

POPOL VUH - NOSFERATU OST - Trilha Sonora (1978) https://open.spotify.com/album/4RQd1vHdJwnRPbGCPBCHpD

FAUST - FAUST IV https://open.spotify.com/album/2yFbw2SIBZ7ExIBRVoFkJJ FAUST https://open.spotify.com/artist/4yBBNmdvVaoPEnr2lt14q7

TANGERINE DREAM (coletânea anos 70) https://open.spotify.com/album/3hMPkSSTbd1PXDKWBSzeGG

AMON DUUL II https://open.spotify.com/artist/1TUNPwZWJyhaNZpLZzhOUj

CLUSTER https://open.spotify.com/artist/5mNY0NPszdalbrb4ITO3M8

Uma introdução ao Kraurock em 10 álbuns (em Português)

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Artigos sobre MOTORIK (em Inglês):

https://thequietus.com/articles/15929-david-stubbs-krautrock-motorik

https://thequietus.com/articles/01702-motorikpop-a-secret-history-spotified

https://thequietus.com/articles/03472-from-neu-to-kraftwerk-football-motorik-and-the-pulse-of-modernity https://open.spotify.com/playlist/5jJb8FhTgTBuvi0HKimHDQ

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