A Happy House in a Black Planet:
Introdução à Subcultura Gótica

7-CARACTERÍSTICAS DA SUBCULTURA GÓTICA

Introdução

"É preciso enfatizar que os indivíduos montavam seu próprio estilo selecionando dentre os elementos que eu descrevo e que, como conseqüência, poucos, senão nenhum, adotavam todos eles. O valor destas categorias é que elas permitem a demonstração da consistência estilística geral da cena Gótica, sem deixar de lado os elementos de diversidade e dinamismo." (Hodkinson, 2002)

Como toda subcultura (e cultura) moderna, a subcultura Gótica "roubou" quase todos seus artefatos e símbolos de outros sistemas estéticos e simbólicos, montando um novo sistema seu, no qual estes elementos reapropriados são resignificados.

Portanto, buscar o "significado do Gótico" analisando em detalhe seus elementos isoladamente pode, às vezes, mais nos confundir do que esclarecer. Isso pode acontecer porque somente em relação ao sistema de representações da subcultura Gótica é que estes elementos produzem o sentido desta. É preciso observar o sistema como um todo para entender os elementos e, então, se pode perceber por que algumas características destes elementos são ressaltadas na subcultura Gótica, e outras não.

Também seria muito extenso listar e analisar ícone por ícone, tótem por tótem, tabu por tabu. Em vez disso, vamos aqui desenvolver a descrição feita na pesquisa sobre a subcultura Gótica Inglesa realizada pelo cientista social Paul Hodkinson.

Hodkinson dividiu didaticamente as características principais em três grandes grupos: (a)o obscuro e o macabro, (b)o feminino e o ambíguo e (c)elementos de outras subculturas. Depois faz comparações ao longo dos 20 anos de história da subcultura Gótica até o final da sua pesquisa (aproximadamente 1980-2000).

Aqui acrescentaremos mais dois grupos de características que são baseados na pesquisa sobre a cena Francesa realizada pelo cientista social Antoine Durafour: (d)a teatralização e o corpo e (e) apologia a cultura e saudosismo.

Observando características da subcultura Gótica no Brasil, notamos que os processos são similares, apenas com uma média de alguns anos de atraso. Comparativamente a relatos de outros autores que fizeram descrições recentes sobre a subcultura Gótica e Darkwave em outros países, chegamos a mesma conclusão, apesar das peculiaridades de tendência e nomeclatura de cada cena local.

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